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Uma das perguntas mais desconfortáveis em entrevistas de emprego é: Qual a sua pretensão salarial?. Muitos candidatos ficam inseguros, será que vou pedir demais e perder a oportunidade? Ou será que vou pedir de menos e me desvalorizar?

Essa situação pode ser comparada a algo bem cotidiano: pedir orçamento a um pintor para nossa casa.

  • Se eu pergunto quanto custa pintar a sala, o pintor precisa avaliar o tamanho, o estado das paredes, o tipo de tinta, o prazo.
  • Se ele me diz “meu orçamento é X”, corro o risco de pagar mais do que o serviço realmente vale.
  • Se ele me diz “meu orçamento é Y”, corro o risco de pagar menos do que o serviço realmente vale e o pintor não entregar a qualidade necessária e nem no prazo combinado.
  • Se eu não consigo dizer, talvez receba uma proposta fora da minha realidade.

Na entrevista acontece algo parecido: o recrutador quer entender o custo do “serviço” (sua experiência, suas competências, seu tempo), mas você ainda não sabe exatamente qual é a “parede” que vai pintar, quais responsabilidades, desafios e expectativas estão envolvidos.

O desafio está no equilíbrio

  • Ser transparente: mostrar que você conhece seu valor de mercado.
  • Ser flexível: demonstrar abertura para negociar conforme o escopo da vaga.
  • Evitar armadilhas: não se subestimar, mas também não se colocar fora da faixa da empresa.

Reflexão final

Assim como no orçamento da pintura, o ideal é que haja diálogo: o candidato apresenta uma faixa justa, baseada em sua experiência e no mercado, e a empresa esclarece o que está disposta a investir. Quando ambos lados conversam de forma aberta, a relação começa com confiança, e não com insegurança.

Por Evandro Avila Franco

Especialista em Gestão de Pessoas