People Analytics: O poder dos dados na Gestão de Pessoas

Nos últimos anos, o uso de dados tem transformado diversas áreas nas organizações e a Gestão de Pessoas não é uma exceção. O conceito de People Analytics surge nesse contexto como uma ferramenta estratégica para melhorar a tomada de decisões em relação aos colaboradores de uma empresa, utilizando dados e análises quantitativas e qualitativas. Vamos entender mais sobre o conceito, as principais ferramentas envolvidas e como essa prática pode ser aplicada na rotina empresarial.

 

O que é People Analytics?

People Analytics, ou análise de pessoas, é o processo de coleta, análise e interpretação de dados relacionados aos colaboradores e à força de trabalho. Diferente da abordagem tradicional de RH, baseada em intuição ou experiência, o People Analytics foca no uso de dados para tomadas de decisão mais precisas e embasadas. Através dele, as empresas podem monitorar indicadores como desempenho, satisfação, rotatividade e produtividade de maneira mais objetiva e mensurável.

O principal objetivo dessa prática é identificar padrões e insights que ajudem na formulação de estratégias para aumentar a eficiência organizacional, melhorar a satisfação dos colaboradores e reduzir problemas como a alta rotatividade. Com a coleta de dados internos e externos, é possível prever comportamentos e antecipar soluções.

 

Principais Ferramentas de People Analytics

Para que o People Analytics seja implementado com sucesso, diversas ferramentas e softwares foram desenvolvidos. Aqui estão algumas das mais utilizadas:

  1. HR Analytics Tools (Ferramentas de Análise de RH): Softwares como o SAP SuccessFactors, Oracle HCM e Workday permitem a coleta e análise de uma vasta gama de dados sobre os funcionários, desde informações sobre contratações até dados sobre desempenho e engajamento.
  2. Business Intelligence (BI): Ferramentas de BI, como Power BI, Tableau e Qlik, podem ser usadas para criar dashboards e relatórios que ajudam a visualizar dados sobre a força de trabalho, permitindo que as lideranças tomem decisões mais rápidas e informadas.
  3. Sistemas de Avaliação de Desempenho: Ferramentas como o Feedback 360º e sistemas de avaliação contínua são usadas para medir e monitorar o desempenho dos colaboradores, coletando feedbacks de múltiplas fontes.
  4. Machine Learning e Inteligência Artificial: Algumas empresas estão indo além e utilizando modelos preditivos baseados em inteligência artificial para antecipar problemas, como a probabilidade de desligamentos voluntários, e identificar as melhores práticas para retenção de talentos.

 

Onde o People Analytics Pode Ser Aplicado?

O People Analytics tem uma aplicação bastante ampla e pode ser utilizado em diversas áreas da Gestão de Pessoas. A seguir, listamos algumas de suas principais aplicações:

Recrutamento e Seleção: No processo seletivo, o People Analytics pode ajudar a identificar perfis ideais com base em dados históricos de contratações bem-sucedidas. Ele também pode analisar o retorno sobre o investimento em diferentes fontes de recrutamento e prever o tempo necessário para o preenchimento de determinadas vagas.

Desenvolvimento e Treinamento: A análise de dados pode identificar lacunas de habilidades entre os colaboradores e sugerir os treinamentos mais eficazes para preencher essas lacunas. Além disso, é possível medir o impacto de treinamentos no desempenho e na produtividade dos funcionários.

Engajamento e Satisfação: Ferramentas de People Analytics ajudam a medir o engajamento dos colaboradores, através de pesquisas de clima, feedbacks e avaliações periódicas. Ao identificar fatores que afetam a satisfação, a empresa pode implementar ações para melhorar o ambiente de trabalho e a motivação dos funcionários.

Retenção e Turnover: Uma das grandes contribuições do People Analytics é prever o risco de rotatividade. Através da análise de dados, como tempo de casa, histórico de promoções, níveis de satisfação, entre outros, é possível identificar os funcionários que estão mais propensos a deixar a empresa e atuar preventivamente para retê-los.

Diversidade e Inclusão: A análise de dados sobre o quadro de colaboradores pode ajudar a identificar possíveis desigualdades de gênero, raça ou faixa etária, promovendo ações que incentivem a inclusão e a diversidade dentro da organização.

Gestão de Desempenho: O People Analytics facilita a criação de métricas de desempenho mais objetivas e personalizadas, que consideram não apenas os resultados diretos, mas também comportamentos e competências chave para o sucesso no cargo. Assim, é possível alinhar o desempenho individual aos objetivos estratégicos da empresa.

O People Analytics está revolucionando a forma como as empresas gerenciam seus talentos, tornando o processo de decisão mais objetivo e baseado em dados concretos. Ferramentas de análise e inteligência artificial estão ajudando os gestores a preverem problemas, identificar soluções e tomar decisões mais estratégicas. Seja no recrutamento, no desenvolvimento ou na retenção de talentos, o People Analytics está se consolidando como uma peça-chave na gestão eficiente de pessoas.

Ao investir em tecnologias e metodologias de análise de dados, as organizações conseguem não apenas melhorar seus processos internos, mas também criar um ambiente de trabalho mais produtivo e satisfatório para seus colaboradores.

 

Por Nathalia Gerotti Franco
Especialista em Gestão de Pessoas

 

Automatizando o Futuro: A IA como Aliada na Tomada de Decisões Estratégicas

A Inteligência Artificial (IA) teve um avanço significativo em 2023, mas suas raízes remontam à década de 1950, quando Alan Turing, considerado o pai da Ciência da Computação, criou o Teste de Turing. Este teste, que buscava determinar se uma máquina poderia pensar como um ser humano, inaugurou uma nova era de pesquisa e desenvolvimento em IA.

Desde então, este teste foi aplicado em diversas criações tecnológicas, mas somente em 2014 uma máquina conseguiu se passar por um ser humano e ser aprovada no teste.

A evolução da tecnologia e a redução do custo de acesso a ela nos permitem que hoje possamos ter acesso uma infinidade de ferramentas de IA.

Mas afinal, o que é Inteligência Artificial? É a capacidade de sistemas computacionais imitarem funções cognitivas humanas. Para que a IA funcione, precisamos de 3 elementos: dados, rede neural e respostas.

A IA tem sido uma das maiores revoluções tecnológicas dos últimos tempos e, quando bem utilizada, pode se tornar uma ferramenta estratégica para organizações de todos os tamanhos e segmentos. O conceito que antes parecia distante, presente apenas em filmes de ficção científica, agora faz parte da realidade corporativa, e sua utilização oferece inúmeras vantagens, permitindo que as empresas se tornem mais eficientes, competitivas e inovadoras.

Mas a grande novidade é a IA Generativa. Imagine um supercérebro que foi treinado com enormes bibliotecas de livros de todas as línguas e temas possíveis, a IA Generativa é uma ferramenta poderosa para a criação de conteúdo novo e original, ampliando as capacidades criativas dos seres humanos, e fazem isso por meio de uma simples “conversa” por chat, imitando uma conversa humana.

Quando se trata de interagir com IA Generativa, escrevemos instruções que dão comandos à ferramenta. Essas instruções são conhecidas como prompts. Elas funcionam como direcionadores para a IA agir e guiam a direção das respostas.

Quando pensamos no meio empresarial, um dos principais benefícios que a IA oferece às empresas é a automatização de processos. Tarefas repetitivas e manuais, como o preenchimento de planilhas, processamento de documentos ou análise de grandes volumes de dados, podem ser automatizadas com a IA. Isso não apenas libera os colaboradores para que se concentrem em atividades mais criativas e estratégicas, como também reduz a margem de erro humano, aumentando a precisão das operações.

Além disso, a IA pode ser uma grande aliada na análise de dados. Hoje, as empresas têm acesso a uma quantidade gigantesca de informações, mas nem sempre é fácil extrair valor desses dados. É aí que a IA entra em ação. Ferramentas de IA conseguem processar grandes volumes de dados em um tempo muito menor do que um ser humano tem capacidade de realizar, identificando padrões, tendências e oportunidades que podem passar despercebidas. Com isso, a empresa pode tomar decisões mais assertivas, embasadas em dados concretos, e não apenas em suposições.

No campo do relacionamento com o cliente, a IA também tem mostrado seu valor. Ferramentas como chatbots conseguem atender os clientes de forma imediata, 24 horas por dia, respondendo a perguntas simples, resolvendo dúvidas e até mesmo conduzindo o cliente por etapas de compra. Isso melhora a experiência do consumidor e, consequentemente, a imagem da empresa. Além disso, com a IA, é possível personalizar as interações com os clientes, oferecendo recomendações e soluções baseadas nas preferências e no comportamento de cada um.

Outra aplicação estratégica da IA nas organizações está no recrutamento e seleção de talentos. Ferramentas de IA conseguem filtrar currículos e identificar os candidatos mais adequados para uma determinada vaga com base nas habilidades e experiências exigidas. Isso agiliza o processo de contratação, garantindo que os melhores profissionais sejam selecionados de forma mais rápida e eficiente.

Quando bem aplicada, a IA pode transformar a forma como as organizações operam. Ela não apenas otimiza os recursos, mas também melhora a eficiência dos processos e oferece uma experiência mais rica para clientes e colaboradores. No entanto, é importante lembrar que, para que a IA seja realmente estratégica, é necessário um bom planejamento e a escolha correta das ferramentas de acordo com as necessidades da empresa.

Muitas pessoas têm medo de serem substituídas pela IA. Essa preocupação é compreensível, já que a tecnologia está avançando rapidamente e assumindo muitas tarefas que antes eram realizadas por humanos.

No entanto, é importante não deixar que o medo nos paralise. Em vez disso, devemos focar em desenvolver e valorizar nossas competências humanas, como: empatia, criatividade, pensamento crítico e capacidade de resolver problemas complexos.

A IA deve ser vista como uma aliada, complementando e potencializando o trabalho humano, e não substituindo-o.

E aí, está esperando o que para começar a utilizar e melhorar suas rotinas?

Por Nathalia Gerotti Franco
Especialista em Gestão de Pessoas

Obrigações Anuais das Empresas: O Que Você Precisa Saber

Com o início de um novo ano, as empresas enfrentam diversas responsabilidades e prazos para se manterem em conformidade com as regulamentações fiscais e trabalhistas. A seguir, destacamos as principais obrigações que todas as empresas devem cumprir:

  1. Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ)

Todas as empresas devem apresentar a Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) anualmente. Para as optantes do simples essa obrigação chama-se DEFIS. Este documento é fundamental para o cumprimento das obrigações fiscais e deve ser enviado à Receita Federal dentro dos prazos estabelecidos.

  1. DIRF (Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte)

A DIRF é uma declaração onde as empresas informam à Receita Federal sobre o Imposto de Renda que foi retido na fonte de seus funcionários e demais beneficiários de rendimentos. A entrega dessa declaração é obrigatória e deve ser feita anualmente.

  1. Declaração do Simples Nacional

Para as empresas optantes pelo Simples Nacional, é necessário apresentar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) ou o PGDAS-D (Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional) conforme a sua categoria. Esta declaração é crucial para a regularização tributária dessas empresas.

  1. Empresas do Simples Nacional

Para manter-se no simples as empresas precisam estar regulares com os entes Federal, Estadual e Municipal, por isso é importante um acompanhamento frequente das certidões negativas da empresa e um controle sobre o recolhimento dos impostos para não perder a opção/benefício do simples nacional.

  1. IPVA

As empresas que possuem veículos, devem se preparar também para o recolhimento do IPVA e o agendamento das licenças anuais destes veículos.

Conclusão

Manter-se atualizado com estas obrigações anuais é vital para o bom funcionamento da sua empresa e para evitar multas e penalidades. Garanta que todos os prazos e exigências sejam cumpridos para começar o ano com o pé direito!

Empresário, nós o podemos ajudar para ficar mais tranquilo!

Por Evandro Avila Franco

Especialista em Gestão de Pessoas

Guias de seguro-desemprego terão preenchimento online

downloadA partir de julho de 2015, as empresas só poderão preencher o requerimento do seguro-desemprego (RSD) e da comunicação de dispensa (CD) de funcionários por meio do aplicativo “Empregador Web” no portal “Mais Emprego”, do Ministério do Trabalho.

A decisão de tornar obrigatório o preenchimento online foi tomada pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), órgão que reúne representantes do governo, dos trabalhadores e dos patrões.

Os empregadores terão até o dia 1º de julho de 2015 para se adequar. Até lá, o ministério aceitará os formulários impressos em gráficas (guias verde e marrom).

Depois desse prazo, essas solicitações só poderão ser feitas por meio do site maisemprego.mte.gov.br . partir de julho de 2015, as empresas só poderão preencher o requerimento do seguro-desemprego (RSD) e da comunicação de dispensa (CD) de funcionários por meio do aplicativo “Empregador Web” no portal “Mais Emprego”, do Ministério do Trabalho.

A decisão de tornar obrigatório o preenchimento online foi tomada pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), órgão que reúne representantes do governo, dos trabalhadores e dos patrões.

Os empregadores terão até o dia 1º de julho de 2015 para se adequar. Até lá, o ministério aceitará os formulários impressos em gráficas (guias verde e marrom).

Depois desse prazo, essas solicitações só poderão ser feitas por meio do site maisemprego.mte.gov.br.

Publicado em: CRC SP ONLINE em 16/10/2014.

Projeto pretende prorrogar o vencimento do FGTS para o dia 15

download   A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 7324/14, do deputado Toninho Pinheiro (PP-MG), que altera a data para o empregador fazer o depósito no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do trabalhador.

De acordo com a proposta, os empregadores ficam obrigados a depositar, até o dia 15 de cada mês, na conta bancária vinculada do trabalhador no FGTS, o valor correspondente a 8% da remuneração do mês anterior. Hoje, a data prevista para o depósito é dia 7.

“Esse prazo é muito exíguo para os empregadores, que, nessa época do mês, são obrigados também a efetuar o pagamento de salários, o qual deve ser feito, o mais tardar, até o 5º dia útil do mês subsequente ao vencido”, diz Pinheiro. “Trata-se de um acúmulo de pagamentos que acaba por sobrecarregar o empregador.”

Para o deputado, a alteração da data não prejudica o trabalhador. O projeto modifica a Lei 8.036/90, que trata do FGTS.

Tramitação
De caráter conclusivo, a proposta será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Publicado em: GP Portal dos Gestores de Pessoas por Vanderlei Moraes.