A Inteligência Artificial (IA) teve um avanço significativo em 2023, mas suas raízes remontam à década de 1950, quando Alan Turing, considerado o pai da Ciência da Computação, criou o Teste de Turing. Este teste, que buscava determinar se uma máquina poderia pensar como um ser humano, inaugurou uma nova era de pesquisa e desenvolvimento em IA.
Desde então, este teste foi aplicado em diversas criações tecnológicas, mas somente em 2014 uma máquina conseguiu se passar por um ser humano e ser aprovada no teste.
A evolução da tecnologia e a redução do custo de acesso a ela nos permitem que hoje possamos ter acesso uma infinidade de ferramentas de IA.
Mas afinal, o que é Inteligência Artificial? É a capacidade de sistemas computacionais imitarem funções cognitivas humanas. Para que a IA funcione, precisamos de 3 elementos: dados, rede neural e respostas.
A IA tem sido uma das maiores revoluções tecnológicas dos últimos tempos e, quando bem utilizada, pode se tornar uma ferramenta estratégica para organizações de todos os tamanhos e segmentos. O conceito que antes parecia distante, presente apenas em filmes de ficção científica, agora faz parte da realidade corporativa, e sua utilização oferece inúmeras vantagens, permitindo que as empresas se tornem mais eficientes, competitivas e inovadoras.
Mas a grande novidade é a IA Generativa. Imagine um supercérebro que foi treinado com enormes bibliotecas de livros de todas as línguas e temas possíveis, a IA Generativa é uma ferramenta poderosa para a criação de conteúdo novo e original, ampliando as capacidades criativas dos seres humanos, e fazem isso por meio de uma simples “conversa” por chat, imitando uma conversa humana.
Quando se trata de interagir com IA Generativa, escrevemos instruções que dão comandos à ferramenta. Essas instruções são conhecidas como prompts. Elas funcionam como direcionadores para a IA agir e guiam a direção das respostas.
Quando pensamos no meio empresarial, um dos principais benefícios que a IA oferece às empresas é a automatização de processos. Tarefas repetitivas e manuais, como o preenchimento de planilhas, processamento de documentos ou análise de grandes volumes de dados, podem ser automatizadas com a IA. Isso não apenas libera os colaboradores para que se concentrem em atividades mais criativas e estratégicas, como também reduz a margem de erro humano, aumentando a precisão das operações.
Além disso, a IA pode ser uma grande aliada na análise de dados. Hoje, as empresas têm acesso a uma quantidade gigantesca de informações, mas nem sempre é fácil extrair valor desses dados. É aí que a IA entra em ação. Ferramentas de IA conseguem processar grandes volumes de dados em um tempo muito menor do que um ser humano tem capacidade de realizar, identificando padrões, tendências e oportunidades que podem passar despercebidas. Com isso, a empresa pode tomar decisões mais assertivas, embasadas em dados concretos, e não apenas em suposições.
No campo do relacionamento com o cliente, a IA também tem mostrado seu valor. Ferramentas como chatbots conseguem atender os clientes de forma imediata, 24 horas por dia, respondendo a perguntas simples, resolvendo dúvidas e até mesmo conduzindo o cliente por etapas de compra. Isso melhora a experiência do consumidor e, consequentemente, a imagem da empresa. Além disso, com a IA, é possível personalizar as interações com os clientes, oferecendo recomendações e soluções baseadas nas preferências e no comportamento de cada um.
Outra aplicação estratégica da IA nas organizações está no recrutamento e seleção de talentos. Ferramentas de IA conseguem filtrar currículos e identificar os candidatos mais adequados para uma determinada vaga com base nas habilidades e experiências exigidas. Isso agiliza o processo de contratação, garantindo que os melhores profissionais sejam selecionados de forma mais rápida e eficiente.
Quando bem aplicada, a IA pode transformar a forma como as organizações operam. Ela não apenas otimiza os recursos, mas também melhora a eficiência dos processos e oferece uma experiência mais rica para clientes e colaboradores. No entanto, é importante lembrar que, para que a IA seja realmente estratégica, é necessário um bom planejamento e a escolha correta das ferramentas de acordo com as necessidades da empresa.
Muitas pessoas têm medo de serem substituídas pela IA. Essa preocupação é compreensível, já que a tecnologia está avançando rapidamente e assumindo muitas tarefas que antes eram realizadas por humanos.
No entanto, é importante não deixar que o medo nos paralise. Em vez disso, devemos focar em desenvolver e valorizar nossas competências humanas, como: empatia, criatividade, pensamento crítico e capacidade de resolver problemas complexos.
A IA deve ser vista como uma aliada, complementando e potencializando o trabalho humano, e não substituindo-o.
E aí, está esperando o que para começar a utilizar e melhorar suas rotinas?
Por Nathalia Gerotti Franco
Especialista em Gestão de Pessoas